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Os sonhos dos nossos filhos

Quando criança, nem sempre acreditaram nos meus sonhos. Seja por falta de tempo para o caçula que se criava automaticamente em meio ao resto da família, seja porque sou do tempo em que sonhos imaginativos eram “só coisa de criança”.

Hoje, sei que cortar a imaginação e criatividade dos pequenos acaba comprometendo aprendizagem e autoestima. Não sejamos esses pais.

Lembro bem do meu primeiro sonho: ser ator. Apesar de acharem fofas minhas atuações na sala de casa, ouvi que seria difícil um ator sem uma mão. Talvez não fosse um talento arrebatador, mas depois desse corte que recebi, ploft, sonho explodiu. Depois, seria professor de natação. Riram, “não dá dinheiro”.

Logo em seguida (crianças aprendem rápido), entendi que era mais seguro guardar meus sonhos em segredo para que durassem mais tempo. Assim, consegui realizar alguns deles. Só contei para minha mãe que seria cantor após passar no teste para o Coral da minha Universidade. Foi uma surpresa geral: “nunca soube que tu querias cantar!”. No Coral, conheci a Lu, nos apaixonamos e o resto vocês já sabem. Ou seja, nem eu sabia que um sonho poderia gerar tantos outros.

Hoje, lembro sempre desses episódios (e de outros sonhos que não vingaram porque eram “coisa de guri”) em qualquer conversa que tenho com meus filhos, por mais absurdas que pareçam.

Pai, e se eu comprar toda a cidade para acabar com os ladrões? E se a gente inventasse uma poção de “nunca morrer”? E se a gente fizesse um aplicativo para comprar e vender petróleo? Pai, tem como a gente gerar eletricidade em casa?

Tem meu filho. Tudo podemos inventar, criar. E sim, você pode e deve!

Quando o Gianluca veio cheio de ideias sobre ser criador de jogos de videogame, achamos de cara que era uma desculpa para passar mais tempo no computador. Sim, erramos feio. Foi apenas na terceira conversa sobre o assunto que decidimos visitar a tal escola de programação e tecnologia.

Aprendemos a lição. Hoje somos nós os maiores entusiastas dos cursos que ele faz nessa escola – já está indo para o terceiro semestre e vem se desenvolvendo de uma forma impressionante. De novo, o sonho era um, mas já se transformou em crescimento pessoal, intelectual e emocional.

E nesta semana aconteceu algo mais incrível ainda: como ele tem se destacado nas aulas, a própria escola de programação propôs projetos para desenvolver junto com o Gianluca!

Sonhos geram novos sonhos, que florescem. E quem somos nós para cortarmos suas raízes.

Decidimos, aqui em casa, incentivar os sonhos dos nossos filhos. Corações leves como os deles são terreno fértil para as melhores invenções do mundo.

Enquanto o caçula não finaliza a tal “poção do nunca morrer”, espécie de elixir da longevidade que o Stefano quer inventar para ficar sempre do nosso lado, vamos incentivando a imaginação porque nada nos faz mais felizes do que o brilho nos olhos dos nossos filhos.

Que voem. E que voem alto, tão alto quanto seus sonhos os levarem.

 

2 comentários em “Os sonhos dos nossos filhos

  1. Que belo texto. Assim como você, apesar não ser caçula e sim a mais velha de 3 filhas, nunca tive um incentivo para meus sonhos, na verdade não me lembro de pensar que meus sonhos poderiam virar realidade, pois sempre achei que sonho fosse apenas sonho, sonhar com coisas que nunca vamos conseguir, e com isso meus pais nunca me perguntaram (ou não lembro) se sonhava com algo, apenas o que queria ser quando crescer, uma pergunta que muitos pais fazem e nem sempre esperam uma resposta, tipo, coisas de criança.
    Agora mãe de 3 filhos, penso como você, incentivar os sonhos, mesmo que pareçam inalcançáveis, acho que vale super a pena acreditar,

  2. Eu amei o seu texto real oficial ❤ quando criança também não acreditavam no meu sonho sabe ? Hoje já acreditam mais, porque estão vendo que aquele sonho de uma criança querer ter “fama” está se realizado. Certo que não sou famoso, mas sou conhecido aqui na minha cidade! ❤

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