Passeio

Afinal, quem veio a passeio?

Vale para qualquer relação. De amor, de afeto, de tesão. Ou as três juntas. Vale até para a relação com nossos filhos.

Todo sentimento que vem da gente precisa fazer sentido. Pode parecer uma premissa inofensiva, mas quando damos verdadeira atenção a ela, pode ser dilacerante.

Relações tóxicas, pasmem, podem fazer sentido. Talvez naquele momento fosse o que você precisava para compensar algo pior. Não se orgulhe desta relação, mas ostente como novo rico que passeia com seu conversível amarelo cada aprendizado dessa loucura toda.

Com o tempo, e muito suor emocional, tenho certeza de que vai conseguir levar a vida de uma forma mais leve.

E novos sentimentos passam a fazer sentido. Esse é o ciclo. Você pode tentar burlar, mas a chance de voltar à turbulência é grande. Aceitar para evoluir. Esta parece ser a chave. Evoluir com a autoaceitação e, portanto, a concessão para a mudança.

Pare de culpar seus pais. Pare de olhar para as culpas e foque na sua responsabilidade em fazer escolhas melhores. Independente do que aconteceu.

A paternidade traz uma armadilha cruel. A possibilidade de repetir a história sem crítica. Porque foi assim comigo. Ora bolas, não pense que caio nessa ladainha.

Você tem opções. Muitas, diversas. Após percorrer certo caminho, repetir histórias ruins só empobrece teu legado.

Dá mais trabalho, mas quem veio a passeio?

Preste atenção: é menos sobre os erros que cometeram com você e mais, absurdamente mais, sobre o bem que você pode fazer a si e a quem ama.

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