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Tempo ao tempo

Quantas vezes enfrentamos nossos filhos ao invés de conversarmos com eles? Chegamos cheios de convicções e verdades. As nossas. Não necessariamente as deles. E isso nos afasta desses mocinhos.

Minha proposta? Escuta. Faz perguntas. Escuta de novo. Respira fundo. Depois, fala. Mas deixa a postura de dono da verdade lá no fundo do baú. Ela não vai te ajudar em nada.

E a dica mais importante que posso te dar para lidar com filho: saiba calar. Tenha a sabedoria de entender que não é o melhor momento. Em 15 minutos, vocês dois estarão diferentes e poderão resolver o que parecia impossível dando risadas. Sim, acontece aqui em casa o tempo todo.

Não nascemos com o timing para lidar com as situações da vida, vamos desenvolvendo aos poucos. Com nossos filhos não seria diferente.

Já errei muito batendo de frente em situações que deveria ter deixado para depois. E em outras que não deveria nem ter tomado conhecimento.

Isso mesmo, surpresa: não somos necessários o tempo todo! Precisamos dar espaço para nossos filhos. Desde pequenos. Uma criança de dois anos pode brincar sozinha sim, com ganhos interessantes para seu desenvolvimento. Sim, num ambiente seguro e ao alcance dos nossos olhos, mas pode.

Não o tempo todo, vocês entenderam. Mas serve de exemplo para criarmos espaços de solidão para nossos filhos. Deixar eles se resolverem e aprenderem, desde cedo, como nossa própria companhia é boa.

Ou vai dizer que nunca viu adultos que não conseguem passar 5 minutos a sós?

Um filho adolescente potencializa esses aprendizados porque testa todas tuas técnicas e teorias ao mesmo tempo num looping contínuo. Tipo uma montanha-russa com aqueles giros de 1000 graus que te fazem desmaiar a cada curva. Nunca fui, não tenho coragem. Agora, do filho adolescente não escapei. Estou aqui entrando diversas vezes na fila desse brinquedo com direito a pulseira vip!

A cada looping, um aprendizado. E acho que é por isso que vibro tanto com essa fase! Vertiginosa! Viva! E, no meio disso tudo, a gente acompanha um homem brotando. Vai dizer que não é espetacular?

Teu bebê cresceu. Que bom! Ou tá com saudades de trocar fraldas?

Estou recém começando essa jornada e em alguns anos entrarei em outra. Reaprenderei tudo porque cada filho é um filho. E preciso ser um pai diferente para cada um dos meus guris.

Ou seja, nunca sou o mesmo. Mudo diariamente, acho que também sou um adolescente. Ou melhor, estou na adolescência da minha paternidade. Só me faltam as espinhas. Ainda bem.

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